Reabilitar ou construir de novo?

Cinco critérios objetivos para decidir, antes de se apaixonar pela ideia de salvar a casa antiga.
A pergunta chega-nos quase sempre depois de a decisão emocional já estar tomada. Vale a pena atrasá-la o suficiente para olhar para cinco números.
Estado da estrutura. Se as fundações e as paredes resistentes estiverem sãs, a reabilitação parte com uma vantagem que dificilmente se perde. Se houver assentamentos ou madeira degradada na cobertura, essa vantagem evapora-se depressa.
Regras urbanísticas. Em centros históricos, a reabilitação é muitas vezes a única via legal. Fora deles, construir de novo pode permitir mais área e melhor implantação.
Eficiência energética. Uma construção nova cumpre os requisitos actuais sem esforço. Levar um edifício de 1960 ao mesmo nível é possível, mas o custo por metro quadrado surpreende quem não contou com isso.
IVA. A reabilitação de imóveis com mais de trinta anos beneficia frequentemente de taxa reduzida. Numa obra de 100.000 €, a diferença ronda os 17.000 €.
Tempo. Reabilitar é mais imprevisível: só se sabe o que lá está quando se abre. Se o prazo for rígido, a construção nova é o caminho mais seguro.
Não há resposta universal. Há uma resposta certa para cada edifício, e ela aparece depois de uma visita técnica, não antes.

